viernes, 3 de marzo de 2017

Olhando o teu retrato





Olhando o teu retrato, oh meu Amor!
Sinto saudades do que nunca tive,
Qual ilusão fugaz que n'alma vive
E atravessasse o luto desta dor.

Da dor que tanto fere, tão inteira,
Deste degredo vil e permanente,
Onde a alma chora tanto porque sente
Que desta desventura é prisioneira.

Desventura daquele que perdeu
O seu legado rico e luminoso,
De anelos e de amores tão frondoso:
Seu mundo tão sonhado que morreu.

J. Martín

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