martes, 25 de abril de 2017

coração insubmisso



Na redonda lua de prata
Encerrei meu coração;
É insubmisso e me maltrata   
Com a sua doida paixão.

Quero que ele fique quieto
Para que ande sem cuidados,
Bem comportado e discreto
E com sonhos sossegados.

Mas desconfio muito dele
Porque é travesso e gaiato, 
E algum diabinho lhe impele
A ser assim, tão ingrato.

Só quer saber de poesia
E gosta muito de amar,
Temo que fuja algum dia
Pelas ondas do luar.

J. Martín

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