lunes, 31 de julio de 2017

Noites de saudades





Noites de alegria,
noites de outro tempo:
tudo quanto eu sou,
meu feliz momento!

Noites de ventura,
de grato verão,
noites que palpitam
no meu coração.

Noites misteriosas,
plenas de luar,
não as leva o vento
nem qualquer azar.

São noites que moram
num mundo irreal,
noites que passaram
mas não têm final.

lunes, 24 de julio de 2017

Noches de verano





Noches de verano,
de hace tanto tiempo:
todo cuanto soy,
todo cuanto tengo.

Noches de verano,
de eterno verdor,
noches que palpitan
en mi corazón.

Noches de alegría,
de ilusión que empieza,
y la brisa corre
y la piel tan tersa.

Noches misteriosas
que hechiza la luna,
no las borra el viento
ni eclipsa la bruma.

viernes, 21 de julio de 2017

Tristeza






Qué fue de la rosa
que yo nunca vi;
alma silenciosa
que vela por mí.

Qué oculto destino
marcó mi existencia;
marcado camino
forjado de ausencia.

La lluvia que cae
da vida y frescor;
la misma que trae
mi roto esplendor.

Regadas veredas
bañadas de encanto;
bellas alamedas
cubiertas de llanto. 

* * * *

Onde fica a rosa
que jamais eu vi;
fragrância ditosa
que nunca senti.

Que errático fado
da minha existência;
caminho cegado,
por mares de ausencia.

A chuva que cai
dá vida e frescor;
nas suas gotas vai
meu roto esplendor.

Regadas veredas
banhadas de encanto;
belas alamedas
cobertas de pranto.

viernes, 7 de julio de 2017

Luvia






Presagia el Otoño
la lluvia que trae
lavadas las hojas,
las hojas que caen.

Presagia la vida
las hojas de otrora,
las que verdecieron
en amadas horas.

Llovidas tristezas,
tan largas esperas;
¿tornará la flor
en la primavera?

Tornará el amor,
tornará la vida:
¡lluvia de mi sueño,
alma florecida!

*    *    *    

Pressagia o Outono
a chuva que traz
lavadas as folhas,
as folhas que caem.

Pressagia esta vida
as folhas de outrora,
as que floresceram
nas amadas horas.

Chovidas tristezas,
tão longas esperas:
vai tornar a flor
pela primavera?

Tornará o amor,
junto com a vida:
chuva do meu sonho,
alma florescida!