miércoles, 6 de junio de 2018

Aflito


Me aflige esta vontade de te ver,
Sabendo que isso não será possível.
Ainda não consigo compreender
O meu sonho imortal, inextinguível.

Julguei que era quem sou: não é assim,
Apenas sou um ente possuído,
Apenas sou recanto de um jardim,
Apenas um momento fenecido.

Por isso este penar constantemente,
Este desejo meu que mora em ti,
Que apenas é lembrança, finalmente,
Daquela manhã clara em que te vi.

Daquele desejar, com ânsia louca, 
Os beijos que sonhei, da tua boca!

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