jueves, 18 de febrero de 2016

Fumaça



Fumaça dessa aurora que eu senti,
fumaça que se esvai por esses montes;
daqueles rubros tempos que eu vivi,
fumaça pelos vastos horizontes.

Fumaça que ficou do acontecido,
fumaça que neblina o meu pensar,
fumaça que é miragem do vivido,
daquilo que não pode mais voltar.

Fumaça que afinal o tempo leva,
levando os meus suspiros pelo ar,
fumaça que os meus sonhos aconchega
e dança no meu triste despertar.

Juan Martín (19-2-2016)

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